Polícia

Vizinho confessa que matou estudante de 19 anos em São José dos Pinhais

A Polícia Civil prendeu na noite desta terça-feira (21) o rapaz identificado como Miguel Angelo Duarte, de 24 anos.
Ele confessou ser o autor do assassinato da estudante Layane Aparecida da Silva, de 19 anos, cujo o corpo foi encontrado na manhã de segunda-feira (20) em uma chácara no bairro Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Segundo a polícia, Miguel prestou depoimento na Delegacia da Mulher e disse que agiu em legítima defesa após ter sido supostamente atacado pela vítima. Ele ainda contou que não praticou violência sexual, quando foi questionado a ausência de roupas no corpo da jovem, e também não soube dizer nada sobre as queimaduras que ela tinha.
O homem contou à polícia que ele e Layane usaram cocaína e álcool. Para justificar o feminicídio, o rapaz mostrou marcas em seu pescoço que teriam sido provocadas pela jovem durante luta corporal.

FRIEZA

Horas antes de ser preso, o assassino ainda participou do sepultamento da vítima ao lado da mãe dela, Inês da Silva, e chegou a abraçá-la desejando forças. Foram 12 horas entre o velório de Layane e a prisão de Miguel, que já estava sendo investigado pela polícia.
O homem foi identificado graças a uma mensagem encontrada no celular de Inês e que estava sendo usado por Layane. “Ela estava com o celular quebrado e usou o meu. No Instagram encontramos uma primeira mensagem e levamos na delegacia, lá sim encontraram outras. Graças a Deus que encontramos essa mensagem e ele foi preso”, concluiu a mãe da jovem.
Para Inês, a versão contada pelo assassino não bate. “Quem agiu em legítima defesa foi apenas a minha filha. Ela jamais deixaria alguém encostar um dedo nela; Ela nunca foi uma menina vulgar e é óbvio que iria se defender. Assim que encontramos as mensagens, levamos na delegacia. Não dá pra confiar em mais ninguém“, desabafou.
Familiares e amigos de Layane foram até a delegacia de São José dos Pinhais protestar por justiça. O pedido é que o rapaz seja julgado por júri popular.
Além dele, a Polícia Civil investigou outros amigos da vítima, inclusive o suposto namorado dela que havia saído com ela na noite de sábado (18), quando ela desapareceu. Segundo a polícia, ele teve a participação no crime descartada pela investigação.

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