Economia

Taxa de desocupação no 3º tri foi maior entre as mulheres; confira os números do IBGE

O Brasil registrou um total de 4,703 milhões de pessoas em situação de desalento no terceiro trimestre de 2019

A taxa de desemprego entre as mulheres brasileiras foi de 13,9% no terceiro trimestre do ano, significativamente superior à taxa de desocupação de 10,0% dos homens. Na média global, a taxa de desemprego foi de 11,8% no terceiro trimestre.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As taxas de desemprego mais elevadas entre as mulheres foram observadas em todas as grandes regiões. A taxa de desocupação mais alta para mulheres foi registrada no Nordeste (16,7%) e a mais baixa no Sul (9,8%).

No terceiro trimestre, o nível da ocupação dos homens foi estimado em 64,6%, enquanto o das mulheres era de 45,9%.

No Centro-Oeste, a proporção das mulheres no contingente de desempregados foi o mais elevado: elas representavam 54,8% das pessoas em busca de uma vaga.

Rendimento

O rendimento médio dos trabalhadores ocupados ficou estatisticamente estável na passagem do segundo trimestre para o terceiro trimestre do ano em 26 das 27 Unidades da Federação.

Apenas Rondônia registrou variação significativa, uma alta de 4,8%, passando de R$ 1.941 no segundo trimestre de 2019 para R$ 2.035 no terceiro trimestre.

O rendimento médio real de todos os trabalhos na média nacional foi estimado em R$ 2.298 no terceiro trimestre, mostrando estabilidade tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.297) quanto em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.295).

No terceiro trimestre, a maior renda média foi registrada no Distrito Federal (R$ 3.887). O menor rendimento foi o do Maranhão (R$ 1.333).

Por região

A Região Nordeste tem quase 3 milhões de pessoas em situação de desalento no terceiro trimestre, ou seja, 2,934 milhões de habitantes da região não procuravam emprego por acreditar que não conseguiriam uma vaga, por exemplo.

O Brasil registrou um total de 4,703 milhões de pessoas em situação de desalento no terceiro trimestre de 2019. Na região Sudeste, 921 mil pessoas estavam nessa condição.

Os maiores contingentes estavam na Bahia (781 mil pessoas) e no Maranhão (592 mil desalentados). Os Estados com menor população em desalento foram Roraima (17 mil) e Amapá (19 mil).

O porcentual de pessoas desalentadas – em relação a todos os desocupados, ocupados e pessoas com disponibilidade para trabalhar mas que não estão procurando emprego – foi de 4,2% na média do País no terceiro trimestre, mas alcançou 18,3% no Maranhão e 16,5% em Alagoas.

Os menores porcentuais foram registrados em Santa Catarina (1,1%), Rio Grande do Sul (1,3%) e Distrito Federal (1,3%).

Subutilização da força de trabalho

A taxa composta de subutilização da força de trabalho – que mostra o porcentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e inativos com potencial para trabalhar – superou o patamar de 40% no terceiro trimestre em dois Estados brasileiros: Maranhão (41,6%) e Piauí (41,1%).

Por Conteúdo Estadão

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