Saúde

HU de Londrina amplia estrutura de leitos para atendimento regional

Com a entrega de novos leitos, unidade se tornará a segunda maior instituição da rede estadual de saúde.

Com investimentos do Governo do Estado, o Hospital Universitário de Londrina amplia a estrutura de leitos para fortalecer o atendimento regional.  No próximo dia 20 de julho, com a entrega de novos leitos, o HU de Londrina se transformará na segunda maior instituição da rede estadual de saúde.

Os municípios que integram a 17ª Regional de Saúde, em Londrina, foram alcançados pelo Decreto 4942/2020, que prevê a quarentena restritiva de 14 dias. Três critérios balizaram a decisão do Governo do Estado, que também considerou o cenário de outras sete regiões: o número de casos, o número de óbitos e a taxa de ocupação de leitos. O Governo do Estado continua ampliando os investimentos na estrutura do HU-UEL, reconhecendo a importância dos serviços de saúde ofertados para toda região Macronorte.

Desde janeiro, quando surgiram os primeiros casos de infecção por coronavírus no mundo, o hospital foi designado pela Secretaria da Saúde de Paraná, como referência para tratamento de casos suspeitos, moderados e graves da doença, recebendo pacientes encaminhados pela central de regulação do Estado e do município de Londrina, e das redes Samu e Siate. Em cerca de 100 dias foram abertos 78 leitos de UTI adulto, 118 de enfermaria e 14 de UTI pediátrica para atendimento a pacientes com covid.

E, desde março, o HU integra o COESP – Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, instalado pelo Município de Londrina para enfrentamento da Covid-19.

NOVOS SERVIÇOS – O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, esteve no HU no último sábado (4), discutindo com a direção da unidade os novos serviços e a otimização da estrutura. “Londrina tem recebido aporte e estrutura hospitalar para auxílio no enfrentamento do coronavírus. Lembrando que o HU é a referência regional. Fizemos duas grandes ampliações e implantações de leitos no HU e reafirmamos que são estruturas já incorporadas ao ativo do Estado, à disposição da população”, afirmou o secretário.

“Além da nova estrutura, a Secretaria da Saúde também está custeando estes novos leitos. Em cerca de 100 dias, estamos colocando em funcionamento no HU de Londrina o equivalente a um novo hospital de pequeno porte”, complementou.

BALANÇO – Na primeira relação de leitos para Covid-19 do HU de Londrina, no mês de abril, a Secretaria da Saúde destinou 36 unidades de UTI para adultos, 76 de enfermaria geral e 2 e UTI pediátrica, todos exclusivos para a Covid-19. Com a finalização das obras de ampliação do pronto-socorro, em 15 de junho, o número de leitos UTI para Covid-19 do HU subiu para 48.

Até o próximo dia 20 de julho, está prevista a inauguração do novo espaço da maternidade do hospital, que inicialmente também destinará os novos leitos para tratamento da Covid (denominado Hospital de Retaguarda Covid-19). Serão mais 30 leitos de UTI adulto e 12 leitos de UTI pediátrica para a Covid, além de mais 42 leitos de enfermaria.

SALTO – “As duas novas alas representam um salto de 291 para 451 leitos no HU para o atendimento geral; 131 leitos de terapia intensiva e 320 de enfermaria. Um investimento em obras de R$ 14 milhões, feito pelo Governo do Estado, para ampliação do pronto-socorro e de R$ 16 milhões para a nova Maternidade”, explica a diretora superintendente do HU, Vivian Feijó.

As novas alas possuem com equipamentos mobiliários novos, com equipamentos de alta tecnologia. E para o funcionamento, o HU conta com profissionais especializados em a toda logística e aporte técnicos necessários para segurança e qualidade da assistência aos pacientes.

CONTRATAÇÕES – Na primeira fase da implantação de leitos Covid-19, o Governo do Estado investiu cerca de R$ 3 milhões para contratação e pagamento dos profissionais que atuam nas UTIs, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, auxiliares de coleta, equipes de limpeza.

Nesta semana, o Governo do Estado prevê a contratação, por processo seletivo simplificado, de mais 190 profissionais, que atuarão a partir da entrega dos novos leitos. “Estas contratações representam investimento de mais R$ 5 milhões. Os profissionais atuarão, numa segunda fase, na Maternidade do HU”, informa o secretário Beto Preto.

TELEMEDICINA E LABORATÓRIO – Além disso, o Hospital Universitário de Londrina, em parceria com a Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, criou o serviço de telemedicina que atende profissionais de toda região Norte na modalidade segunda opinião médica.

“Ressaltamos, ainda, que o Laboratório de Análises Clínicas do HU foi habilitado para exames da Covid-19, para testes RT-PRC e de sorologia. No último mês realizamos cerca de 6 mil testes”, disse a diretora Vivian Feijó.

“Trata-se de um importante apoio que proporcionou agilidade aos diagnósticos médicos da instituição. Os testes coletados pela manhã em pacientes internados têm resultado até o início da noite, o que proporciona segurança para os profissionais e para os pacientes atendidos aqui”, disse a diretora.

MAIS AÇÕES – Entre as várias ações implantadas no HU, está o fluxo de visitas para os pacientes com o novo coronavírus. O Hospital criou a visita humanizada, uma vez por semana, seguindo todas as regras de higienização e de segurança para os internados e familiares.

Outra ação relevante, diz respeito à implantação do Ambulatório de Saúde do Trabalhador, específico para as síndromes gripais e grupos de risco para a Covid-19. Nesta unidade, trabalhadores da linha de frente são atendidos e acompanhados, com suporte médico e de enfermagem. Hoje, dos 48 leitos UTI, 33 estão ocupados e 15 disponíveis; dos 96 leitos de enfermaria, 58 estão ocupados e 38 disponíveis.

ROTINA – A referência regional para Covid-19 não parou os demais atendimentos realizados pelo HU. “Todas as especialidades permanecem ativas como ala para queimados, hemocentro, transplante de medula óssea, diálise, gestação de alto risco, cardiologia pediátrica, neurologia, hematologia, dermatologia, reumatologia, endócrino, banco de olhos, vascular e ortopedia, além dos atendimentos para trauma no pronto-socorro cirúrgico, com referência para a rede de urgência e emergência”, informou Vivian Feijó.

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