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Equipe de Trump bloqueia acesso de Biden a informações para transição

Presidente em exercício não reconheceu a vitória de Biden e pretende dificultar a transferência de poder

A equipe do governo de Donald Trump se recusa a assinar uma carta permitindo que a equipe de transição do presidente eleito Joe Biden inicie formalmente seu trabalho nesta semana, em outro sinal de que o presidente em exercício não reconheceu a vitória de Biden e pretende dificultar a transferência de poder.

O responsável pela Administração de Serviços Gerais, GSA, na sigla em inglês, a agência encarregada dos prédios federais, tem um papel pouco conhecido quando um novo presidente é eleito: assinar a papelada que entrega oficialmente milhões de dólares em recursos, bem como dar acesso a funcionários do governo, espaço de escritório em agências e equipamentos autorizados para as equipes de transição do vencedor.

Trata-se de uma declaração formal do governo federal, sem divulgação da mídia, do vencedor da corrida presidencial.

Mas na noite de domingo, quase 36 horas depois que os meios de comunicação projetaram Biden como o vencedor, a administradora do GSA, Emily Murphy, não havia escrito tal carta. E o governo Trump não tem planos imediatos para assiná-la, segundo fonte ouvidas pelo Washington Post. Isso poderia levar ao primeiro atraso de transição na história moderna dos Estados Unidos, exceto pelo atraso em 2000, quando a Suprema Corte decidiu interromper a recontagem dos votos na Flórida no embate entre Al Gore e George W. Bush.

“Uma verificação ainda não foi feita”, disse Pamela Pennington, porta-voz da GSA, em um e-mail, “e o administrador do GSA continuará a cumprir todos os requisitos da lei”.

A declaração da GSA deixou os especialistas em transições federais se perguntando quando a Casa Branca espera que a transferência de um governo para o outro comece – quando o presidente esgotar seus meios legais para lutar contra os resultados, ou quando a votação formal do colégio eleitoral ocorrer, em 14 de dezembro? Faltam 73 dias, a partir desta segunda-feira, 9, para a posse de Biden, em 20 de janeiro.

Por O Estado de S.Paulo

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