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Com regra antiga apenas dois partidos elegeriam vereadores em Ibiporã

Com mudança a partir das eleições deste ano, sete partidos dividiram as nove cadeiras no legislativo.

Na próxima legislatura, a Câmara de Ibiporã terá sete partidos diferentes dividindo as nove cadeiras. O número de partidos com representação na Câmara é maior que a legislação atual, que tem seis: PL, PSL, PP, Podemos, PSD, MDB e PP.

Em 2020, somente o PSD (partido do prefeito eleito José Maria) terá mais que uma vaga. Ao todo o partido elegeu três vereadores. Esse volume incomum é resultado – em parte – da nova regra para distribuição das sobras, que entrou em vigor em 2020 (Lei 13488/2017).

Até esse ano, as vagas na Câmara eram distribuídas entre os partidos que alcançaram o coeficiente eleitoral. Nessa eleição, o coeficiente eleitoral corresponde a 2.969 votos. Ou seja, a cada 2.969 votos, o partido ganha uma cadeira. Das nove cadeiras do legislativo de Ibiporã, apenas duas foram definidas pelo coeficiente eleitoral: uma para o PSD (Rafael Eik Ferreira) e outra para o Podemos (Pedro Luiz Chimentão).

Para a sorte do MDB, PTB, PSL, PL e do PP, a nova regra permite fazer a distribuição das vagas restantes incluindo os partidos que não alcançaram o coeficiente eleitoral (2.969 votos). Dessa forma, o MDB, que fez 2.586 votos (somando votos nominais e de legenda) terá uma cadeira na Câmara. Pela regra antiga, Rafael da Farmácia o mais votado do partido com 599 votos não teria conquistado a reeleição.

Isso vale para o PTB (2.909 votos), o PSL (2.494 votos), o PL (2.448 votos) e para o PP (2.408 votos). Esses partidos não alcançaram o coeficiente, mas puderam participar da chamada “distribuição das sobras”.

Se fosse pela regra antiga, as cadeiras ocupadas por MDB, PTB, PSL, PL e do PP, seriam distribuídas entre PSD e Podemos. O primeiro teria seis representantes e o segundo, três.

O Click Ibiporã fez um levantamento de como ficaria a composição da Câmara, caso a regra antiga fosse aplicada e somente partidos que atingiram o coeficiente eleitoral tivessem direito a uma cadeira.

O PSD (seis cadeiras) elegeria: Rafael Eik Ferreira (1.294 votos), Ilseu Zapelini (490 votos), Dieguinho da Furgão (467 votos), Jordão Fernandes (406 votos), André Lima (379 votos) e Vilma Krol (377 votos).

Já o Podemos (três cadeiras) teria: Pedro Luiz Chimentão (430 votos), Angela Garcia (422 votos) e Professor Abreu (419 votos).

Sem coligação

O levantamento feito pelo Click Ibiporã leva em consideração apenas parte da nova regra, que distribuiu as sobras para os partidos com maior número de votos. Porém é preciso levar em consideração que a Lei 13488/2017 também acabou com as coligações para as eleições proporcionais, o que aumentou o número de candidatos em 137,66%, em relação as eleições anteriores.

Com a manutenção das coligações os partidos poderiam se unir, a exemplo de eleições anteriores. Coligados teriam mais chances de atingir o coeficiente eleitoral, que garantiria à coligação uma cadeira na Câmara.

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