Saúde

Campanha alerta para sintoma ‘silencioso’ da Covid-19 e vai atuar em comunidades carentes

A principal base campanha “alert(ar)”, é a conscientização sobre a importância de se medir e monitorar os níveis de saturação de oxigênio no sangue

Com foco na prevenção, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e o Instituto Estáter anunciaram uma campanha nesta segunda-feira (13) que pretende atuar em comunidades carentes e evitar o agravamento dos casos de Covid-19. Com base em dados de todo o Brasil, as entidades constataram uma maior taxa de recuperação nas classes A e B e o objetivo é fazer com o tratamento precoce também chegue nas áreas de risco. A principal base campanha “alert(ar)”, é a conscientização sobre a importância de se medir e monitorar os níveis de saturação de oxigênio no sangue (oximetria).

O presidente da SBI, Clovis Arns da Cunha, explica que a saturação considerada normal acontece quando o exame aponta uma faixa de 95%, então perceber quando o monitoramento está abaixo disso é um passo importante para evitar um agravamento do quadro. “Nós chamamos de Covid-19 grave, aqueles que tem saturação de 93% ou abaixo disso, então nesse caso é necessária avaliação médica, porque assim faremos exames, tomografias, tomografias, exames de sangue. Na maioria desses casos, o paciente irá internar, mas no quarto, não sendo necessário a ida para a UTI, já que há tratamento”, explicou.

A campanha “alert(ar)” tem como objetivo apoiar o enfrentamento à pandemia da Covid-19 para reduzir a mortalidade e internação em UTIs, principalmente nas comunidades mais vulneráveis e grupos de risco.

Arns lembra que o Sul, Centro-Oeste e Minas Gerais estão sendo castigados pela doença no momento e, em comum com as demais regiões, está o fato de que uma parcela importante das mortes nesta pandemia, bem como a sobrecarga nas UTIs, tem sua origem na hipóxia silenciosa, doença que se caracteriza por não ter sintomas perceptíveis. “Nós vimos exatamente isso: o paciente mais carente tem chegado muitas vezes numa situação de hipóxia gravíssima, necessitando de UTI e muitas vezes morrendo em 24 horas. Então levar esse oxímetro para as comunidades carentes é o grande desafio”, comentou.

Segundo a SBI, a campanha vai trabalhar em conjunto com as secretarias municipal e estadual de saúde. Onde não for possível levar profissionais especializados, há uma previsão de qualificar integrantes das comunidades, em conjunto com a Central Única das Favelas.

Fases

A campanha “alert.(ar)” terá duas fases distintas. A primeira fase, anunciada nesta segunda, tem a missão de disseminar a informação de que medir o nível de oxigênio no sangue pode ser uma das medidas mais eficientes para o diagnóstico precoce da doença. Além de conscientizar a população, essa primeira fase da campanha visa trazer parceiros e entidades da sociedade civil para que a segunda fase, a de implementação, ocorra de forma planejada e abrangente.

Caberá à SBI, em todo o projeto, estabelecer orientações médicas que permitam o acompanhamento seguro da oximetria nas comunidades e os parâmetros para as situações de hospitalização. O Instituto Estáter, por sua vez, atuará no planejamento e logística necessários para a implementação do programa assim como na busca de alternativas para a implementação do plano de ação, além de realizar, em conjunto com SBI, a análise dos dados coletados.

Por Agência Brasil

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